Simaria relata dificuldade com doença que a afastou dos palcos: “ia morrer”
Simaria. (Foto: reprodução)

A cantora Simaria relembrou, em entrevista para o canal da Ana Hickmann, o período em que lutou contra Pneumonia Ganglionar, que a afastou dos palcos por vários meses. A vocalista admitiu ter adotado uma postura passiva pouco antes do caso se agravar.

“Eu sempre achei que ia voltar para cantar. Mas sempre achei que voltaria impondo meus limites. Sempre quis agradar todo mundo, era só ‘sim’, ‘sim’, ‘sim’, ‘sim’, uma loucura. Vinte e cinco, trinta shows. Mesmo quando eu não concordava, tinha que fazer, porque já estava no mundo e não tinha como voltar para trás. Muitas vezes tive que cumprir com coisas que não estava de acordo”, relatou.

O médico que tratou da cantora durante o período da doença, se surpreendeu com a resistência de Simaria. O profissional chegou a questionar como a artista ainda estava viva. “As pessoas não sabem. Pensam que é só subir no palco, cantar, estar linda e perfeita, e não é. A gente sofre muito na estrada. Não é a toa que peguei as duas tuberculoses ganglionares. Ficava cansada, achava que o cansaço extremo que sentia era por conta da noite de sono perdida. Eu estava com tuberculose, desidratada, desnutrida”, desabafou.

O último show realizado por Simaria, antes da pausa para tratar da doença aconteceu em Londrina, no Paraná. Mas não foi fácil. Antes do fim da apresentação, a artista passou por alguns momentos de aflição. “Fiz o último show em Londrina. Eram quarenta mil pagantes em uma terça-feira. O contratante estava doido. Eu gosto muito dele, e disse: ‘Estou indo em respeito a você, porque não tenho condições’. Achei que não conseguiria finalizar aquele show. Eu cantava, subia – e o palco ainda tinha algumas escadas – botava sal na boca para a pressão não despencar. Voltava para o palco cantando e sorrindo, e ninguém percebeu nada. Fiquei pensando em Deus o tempo todo”, contou.

Simaria precisou ser internada. À princípio, ela ficou em uma unidade na cidade de Goiânia, capital de Goiás. Porém, pouco tempo depois, ela foi transferida para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde deu sequência ao tratamento. “Eu não tive opção. Ou eu parava, ou ia morrer”, garantiu.

Assista ao vídeo da entrevista completo:

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